História de Canoas

Habitavam as terras canoenses os índios Tapes quando, a partir de 1725, aqui chegaram os primeiros tropeiros Lagunistas. Entre eles, o conquistador, e povoador, Francisco Pinto Bandeira.

1737

O Começo

Todo o território do Rio Grande do Sul, ainda antes da tomada de posse do nosso Estado por Silva Paes (1737), era considerado estratégico para os propósitos portugueses de impedir o avanço dos castelhanos e dos índios das Missões Jesuíticas.

1740

Aproveitando a oportunidade

Francisco Pinto Bandeira solicitou terras ao Rei de Portugal, Três léguas de comprimento e uma de largura, terras que se estendiam ao longo do Rio Gravataí, pela margem direita. Sua Carta de sesmaria tem a data de 20 de maio de 1740.

1933

Fazenda do Gravataí

Já havia ocupado essas terras desde o ano de 1733, onde, na paragem Guaixim-Sapucaia, instalou a sede de sua “Fazenda do Gravataí”, em localidade depois chamada de Colina do Abílio, hoje, Bairro Estância Velha. Toda essa área corresponde ao atual território do Município de Canoas.

1771

Francisco Pinto Bandeira

Com a morte de Francisco Pinto Bandeira, em 1771, a Fazenda passou a ser de seu filho Rafael Pinto Bandeira. Mais tarde as terras ficaram com Josefa Eulália de Azevedo (a Brigadeira) que, com a morte de seu marido Rafael, manteve a posse da Fazenda, até que repartidas e vendidas, dando origem, assim, ao povoado de Canoas.

1874

Estrada de Ferro

Com a construção da estrada de ferro que ligava Porto Alegre a São Leopoldo, inaugurada em 1874, ficou acertado que se construiria uma pequena estação no centro da antiga “Fazenda do Gravataí”, à sombra de belas matas que, na época, o proprietário Major Vicente Ferrer da Silva Freire, pôs à venda um lote de chácaras de veraneio. Os homens da guarda da Estação aproveitaram uma grande árvore de timbaúva na construção de uma canoa para serviço da sede, situada às margens do Rio dos Sinos. Outras canoas foram construídas, motivo pelo qual o mato passou a ser chamado de “Capão das Canoas”, o que originou o nome da estação do povoado e, mais tarde, do município.

1907

Irmãos Lassalistas

Em 1907 o povoado já contava com uma população de 600 habitantes e cerca de 100 prédios, além de várias chácaras cultivadas. Em 1908, os Irmãos Lassalistas chegam a Canoas, instalando uma escola agrícola juntamente com outra de ensino primário e secundário, no coração da cidade, próximo à linha férrea, iniciando, assim, uma mudança na paisagem das antigas chácaras.

1937

Crescimento

Rapidamente foram surgindo escolas, salões de baile, igrejas, clubes sociais, indústrias, lojas, cartório, e Canoas foi tomando ares de cidade. Os moradores, então, sentiram a necessidade de emancipar-se de Gravataí.

A instalação do 3º Regimento de Aviação Militar (RAV), hoje 5º Comando Aéreo Regional (COMAR), em 1937, foi decisiva para que os anseios emancipacionistas se concretizassem. Os interesses dos canoenses foram representados pelo Dr. Victor Hugo Ludwig, que liderou um movimento onde foi encaminhado o memorial ao General Flores da Cunha, Interventor Federal do Estado, justificando as razões da separação de Canoas do Município Mãe, Gravataí.

1939

Desenvolvimento

O marco desta história é a construção da BR-116, ligando Canoas ao resto do país. Este é o primeiro impulso para o povo empreendedor começar o desenvolvimento da cidade. O crescimento econômico de Canoas se deu principalmente a partir da década de 40, época em que as indústrias começavam a se instalar no município.
A emancipação de Canoas deu-se através do Decreto-Lei nº. 7839, de 27 de junho de 1939. Em 15 de janeiro de 1940, foi instaurado o Município de Canoas, assumindo como primeiro prefeito, Edgar Braga da Fontoura. Nesta época, o município contava com 17.630 habitantes.

1940

Prefeitura Municipal

Na primeira década da emancipação, Canoas foi organizada aos poucos. Primeiro foi criada a sede da Prefeitura Municipal, Associação Comercial e Industrial, o Serviço de Alistamento Militar, a Coletoria Federal, a Exatoria Estadual, o Posto de Higiene, Delegacia de Polícia, Agência dos Correios, Cartórios, Escolas, Clubes, Igrejas, o Cemitério Municipal, demais instituições e entidades.

1874

Evolução Histórica

A partir da década de 50, a cidade recebeu um contingente elevado de população proveniente dos mais variados rincões gaúchos. Tornou-se conhecida como o “dormitório de Porto Alegre”. Não possuía indústrias e o comércio era incipiente. Graças ao esforço de seus governantes, aos poucos Canoas ergueu-se. Muitas indústrias aqui se instalaram. Em 1958, o Prefeito Sezefredo Azambuja Vieira já comentava que Canoas era a segunda cidade do Estado em população, mas sua estrutura administrativa e urbana correspondia a de uma pequena cidade. Além do mais, não dispunha de equipamento, o seu crédito estava abalado, o pessoal da Prefeitura era insuficiente e não se encontrava preparado para uma aceleração repentina dos serviços públicos. Inquestionavelmente o destino do município estava traçado: tornar-se um dos maiores centros industriais do Estado.

De 1874 até nossos dias, decorreram 127 anos de povoamento, onde muitos construíram e fizeram desta terra um lugar cada vez melhor, deixando sua marca na evolução histórica do Município.

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